domingo, 7 de setembro de 2014

Alegando problema interno, comissão técnica do Brasil anuncia corte de Maicon.


Maicon mostrou-se mais sóbrio e mais eficiente na marcação que Danmiel Alves
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O jovem Fabinho, do Mônaco, foi convocado em seu lugar


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Maicon mostrou-se mais sóbrio e mais eficiente na marcação que Danmiel Alves
A caminhada de Dunga no comando da seleção brasileira mal começou e o treinador já tem que enfrentar um problema interno no grupo. E logo com o atleta mais velho convocado para os amistosos nos EUA. O lateral Maicon foi cortado por problema interno e está fora do duelo com o Equador, na próxima terça-feira.

Apesar do anúncio do corte, a comissão técnica do Brasil não quis entrar em detalhes sobre o motivo da decisão. O diretor de seleções, Gilmar Rinaldi, afirmou que não vai responder qualquer questão sobre o assunto que, segundo ele, deve ser esquecido.

"Nós agradecemos aos serviços prestados por ele à Seleção, mas hoje ele foi desligado do grupo. Não vou falar mais sobre isso e peço que não perguntem sobre o assunto aos jogador O Fabinho, do Mônaco, está a caminho", afirmou.

Seja qual for o motivo, Dunga perde um jogador importante para seu planejamento inicial no comando da seleção brasileira. Isso porque Maicon era visto como uma referência de experiência em um grupo jovem e bastante modificado. Fabinho, por sua vez, já estava treinando com a seleção sub-21 e, agora, recebe a oportunidade da sua vida.
O lateral Maicon foi cortado da seleção brasileira neste domingo, por problemas internos. Para a sua vaga, o convocado foi o jovem Fabinho, que defende o Mônaco. A informação pegou de surpresa todo mundo que acompanha de perto a equipe de Dunga, mas não chega a ser novidade, se levarmos em conta a trajetória do treinador, principalmente em sua última passagem pela Seleção.

Entre 2006, quando assumiu o comando da 'Amarelinha', e 2010, o técnico se deparou com alguns problemas internos, em sua maioria falta de comprometimento, e não costumou mostrar muita paciência com os ocorridos. O Yahoo Esporte Interativo separou alguns duelos que Dunga travou com jogadores em sua primeira passagem pela Seleção.

O Fim do quarteto mágico

Dunga já chegou ao comando da equipe brasileira com a missão de devolver o amor e o comprometimento dos jogadores com a Seleção. Na Copa de 2006, alguns atletas foram alvos de críticas, principalmente os integrantes do quarteto mágico, que se apresentaram fora de forma. Com isso, dos quarto atletas, dois perderam espaço logo de cara. Adriano e Ronaldo não foram mais lembrados pelo treinador, com o primeiro voltando somente anos mais tarde, enquanto o outro não teve mais oportunidades. 

Kaká e Ronaldinho, no entanto, receberam apoio do treinador e, se não constaram na primeira convocação, integraram o grupo nos jogos seguintes. Os dois enfrentariam nova crise no ano seguinte, mas, até então, foram perdoados pelo treinador.

 
Pedido de dispensa não tem perdão

Um ano mais tarde, o técnico Dunga teve que enfrentar nova crise com suas duas maiores estrelas. Desgastados pela temporada europeia, Kaká e Ronaldinho preferiram aproveitar férias à disputar a Copa America de 2007. O fato deixou a relação dos dois com Dunga extremamente abalada. O primeiro até conseguiu retornar às graças do técnico e disputou a Copa do Mundo de 2010, mas o segundo não teve a mesma sorte. Nem mesmo os pedidos insistentes da torcida brasileira garantiram o Ronaldinho no grupo que disputou o Mundial na África do Sul.

Opção tática ou indisciplina?

Outro jogador que perdeu espaço na seleção de Dunga foi o lateral-esquerdo Marcelo. Para muitos, o jogador era o melhor da posição na época, mas o treinador preferiu dar mais oportunidades para outros atletas. Na explicação oficial, Dunga afirmou que a opção era tática. Para ele, Marcelo vinha atuando muito avançado e não tinha mais características de lateral. No entanto, o técnico convocou Michel Alves e Gilberto, que viviam situações semelhantes em seus clubes. Nos bastidores, o motivo era outro: falta de comprometimento com a Amarelinha.

O certo é que os jogadores convocados por Dunga precisarão mostrar muito mais que somente um bom futebol dentro de campo. Vale ressaltar que o treinador já chegou cobrando uma atitude mais equilibrada de Neymar, grande craque da equipe. A verdade é que ninguém sairá ileso caso o técnico perceba qualquer tipo de indisciplina dentro do grupo que formou. E os quatro anos de sua primeira passagem são bons exemplos disso.


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