sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Nota geral do IDEB apresenta estagnação no Rio Grande do Norte.

05/09/2014 - 18:05

Ney Douglas/NJ
Segundo dados divulgados hoje (5) pelo Ministério da Educação (MEC), o Estado obteve nota 3,1 no IDEB
O Rio Grande do Norte apresentou estagnção no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2013. Segundo dados divulgados hoje (5) pelo Ministério da Educação (MEC), o Estado obteve nota 3,1. Esta também foi a mesma nota da última avaliação ocorrida em 2011.

Com o resultado, a educação básica potiguar ficou em 21º lugar no ranking nacional, empatando com o Amapá e o Maranhão. A média potiguar só está à frente de Alagoas, Bahia, Mato Grosso e Pará, que obteve a pior nota entre os representantes estaduais, com 2,9. 

Avaliando apenas o ensino básico, a nota potiguar foi  2,7.  Nesta avaliação, o Estado ficou em 24º lugar. O número é inferior ao indíce de 2011, quando o ensino médio atingiu 2,8. A  meta estabelecida pelo MEC era de 3,5. 

O Ideb avalia a qualidade do ensino do país com base em dados sobre aprovação e desempenho escolar obtidos por meio de avaliações do MEC. Desde a criação do indicador, foram estabelecidas metas que devem ser atingidas a cada dois anos por escolas, prefeituras e governos estaduais.

No Brasil,  o ensino médio e os anos finais do ensino fundamental (6° ao 9° ano) não conseguiram atingir a meta prevista de qualidade do ensino. Nos anos iniciais do ensino fundamental (1° ao 5° ano), o Ideb superou a meta em 0,3 ponto.

Para os anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb passou de 5, em 2011, para 5,2, em 2013, atingindo a meta estipulada de 4,9. Para os anos finais desta etapa de ensino, o Ideb passou de 4,1, em 2011, para 4,2, em 2013. Nesse caso, a meta era 4,4.

No ensino médio, a meta estabelecida era 3,9 e o Ideb atingido foi 3,7. O ensino médio foi a única das etapas que não teve crescimento no Ideb, quando comparado com a nota anterior, de 2011, que também foi 3,7.

O ministro da Educação, Henrique Paim, disse considerar que, futuramente, o avanço dos anos iniciais poderá ter impacto positivo nas etapas seguintes de estudo. Ele disse que, além disso, é preciso analisar os elementos que devem ser trabalhados para melhorar os resultados dos anos finais do ensino.

Quanto ao ensino médio, o ministro lembrou que o governo vem discutindo medidas para aprimorar essa fase. “Precisamos trabalhar a questão do currículo, ampliar a flexibilidade do currículo. No ensino médio, temos uma situação em que a maioria dos educadores sabe que é necessário rever essa etapa. Eu diria que o esforço que fizemos em relação ao ensino médio é mais recente do que o que fizemos em relação aos anos iniciais”, ressaltou.

O Ideb avalia a qualidade do ensino do país com base em dados sobre aprovação e desempenho escolar obtidos por meio de avaliações do MEC. Desde a criação do indicador, foram estabelecidas metas que devem ser atingidas a cada dois anos por escolas, prefeituras e governos estaduais.

*Com informações da Agência Brasil

Veja a nota geral do IDEB:

Estado------------2011 | 2013

São Paulo
4,14,1
Rio de Janeiro3,74,0
Santa Catarina4,34,0
Goiás3,84,0
Distrito Federal3,84,0
R. G. do Sul3,73,9
Pernambuco3,43,8
Minas Gerais3,93,8
Espírito Santo3,63,8
Paraná4,03,8
Rondônia3,73,6
Ceará3,73,6
M. G. do Sul3,83,6
Acre3,43,4
Roraima3,63,4
Tocantins3,63,3
Piauí3,23,3
Paraíba3,33,3
Amazonas3,53,2
Sergipe3,23,2
R. G. do Norte3,13,1
Amapá3,13,0
Maranhão3,13,0
Alagoas2,93,0
Bahia3,23,0
Mato Grosso3,33,0
Pará2,82,9
Fonte: MEC
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