08/09/2014 - 09:31
Léo Cabral/ MSilva Online
Para Marina, a ofensiva acontece porque ela se tornou a principal alternativa para propor uma "nova independência ao Brasil".
Após ver o nome do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em 13 de agosto em um acidente aéreo, envolvido no escândalo de pagamento de propina na Petrobras, a presidenciável Marina Silva (PSB) partiu para o ataque e acusou, neste domingo (7), o PT e o PSDB de se unirem em um "degradante espetáculo político inédito" para tentar desconstruir sua candidatura.
Para Marina, a ofensiva acontece porque ela se tornou a principal alternativa para propor uma "nova independência ao Brasil".
Marina disse que seus adversários montaram uma central de boatos e mentiras para desqualificar suas propostas e disparar ataques pessoais contra ela. A preocupação do PSB é que há uma militância do PT e PSDB atuando contra a ex-ministra do Meio Ambiente nas redes sociais.
"O PT e o PSDB estão juntos numa campanha desleal, que afronta a inteligência da sociedade brasileira fazendo todo o tipo de difamação, calúnias, desconstrução do nosso projeto político e da minha pessoa, enquanto o que estamos fazendo é discutindo e dialogando", afirmou.
A avaliação é de que este movimento pode ter impacto direto nas eleições e no desgaste da imagem da candidata, que assumiu o papel de principal adversária da presidente Dilma Rousseff na disputa pelo Palácio do Planalto.
Questionada se a acusação de que Campos teria sido beneficiado pelo esquema de corrupção na estatal, Marina disse que a "verdade jamais irá atrapalhar uma campanha que se dispõe a passar o Brasil a limpo".
"Nós queremos as investigações. Não queremos que prevaleça a estratégia leviana que já se faça associação inclusive esquecendo a grande quantidade de envolvidos que estão por aí vivos e muito aptos a continuar diminuindo o patrimônio público", disse. Neste sábado (6), Marina já havia saído em defesa de Eduardo Campos.
Vice de Marina, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) assumiu a linha de defesa de Campos. Ele afirmou que a família do ex-governador "sofre" com isso e que não vai deixar essas ilações passarem em vão.
Segundo ele, há interesses eleitorais no envolvimento do ex-presidenciável já que não há fato relacionado a ele na divulgação de trechos da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.
"É leviandade. Uso político da figura que ninguém teve coragem de enfrentar quando ele estava vivo. Queremos a verdade".
Mesmo sendo sigiloso o processo de delação do ex-diretor da Petrobras, o PSB pediu para ter acesso ao material para fazer a defesa de Campos e blindar Marina. A preocupação é tentar desqualificar as denúncias para não contaminar o discurso da candidata contra corrupção e velha política, além de defesa do legado político do ex-governador.
INDEPENDÊNCIA
No dia da independência do Brasil, Marina fez um pronunciamento defendendo que "chegou a hora de aposentar aqueles que querem estar no poder a qualquer preço e mancham com a ilegitimidade da mentira e da manipulação as instituições democráticas e até as eleições".
Ela colocou sua candidatura como uma forma de livrar o Estado brasileiro de corrupção, loteamento de cargos, da apropriação indevida das instituições públicas.
A candidata afirmou ainda que o eleitor não pode mais ser "transformado em massa de manobra de ódios e apegos ao poder", de gente que faz de tudo para chegar ao poder.

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