segunda-feira, 12 de março de 2012

Globo e MMA, ainda dá o que falar?

A hora da verdade para o UFC na Rede Globo está cada vez mais próxima. Com a exibição semanal do TUF Brasil - reality show da marca apenas com atletas brasileiros, além de Vitor Belfort e Wanderlei Silva como treinadores adversários - a partir do dia 25 de março, os pingos nos 'is' podem ser finalmente colocados... ou não. Vai ser a prova cabal para provar que arrancou o direitos de transmissão da então detentora RedeTV! para apostar realmente na modalidade, e não meramente apenas 'tirar da concorrente'.
Estratégias castrativas à parte, a emissora carioca sabe que a tentativa de humanizar e acostumar o grande público um esporte de natureza extrema em televisão aberta é tarefa árdua. Qualquer desequilíbrio ou erro na conduta pode acabar com o trabalho. Assim tem apostado em filosofia conservadora e testes paulatinos para saber onde pisar e não pisar.
O apelo de personagens inerente na modalidade foi considerado grande facilitador, colocado à prova na novela 'Fina Estampa', e também em um episódio da série 'As Brasileiras', que abordará a vida de uma lutadora.
Ainda sem tanta regularidade na exibição dos combates, os drops injetados na programação esportiva e a incorporação do narrador Galvão Bueno já se tornaram, mesmo que subjetivamente, um tipo de marca registrada. Mesmo com cortes sem sentido nas imagens em lances mais intensos para 'poupar' telespectadores.
Não quero parecer contraditório, apenas realista. Boa parte das tentativas de popularizar qualquer assunto pela Globo não me agradam. Sempre fadadas, forçadas ao puro esterótipo e a um fator elitista implícito e quase intransponível.
Mas com o UFC pode não ser o caso. Todo universo de Dana White e cia, por bem ou por mal, é algo auto-suficiente, previamente moldado e com inspiração para render assunto, seja ele positivo ou com base em polêmicas.  Ainda pode ser cedo para falar, mas a expectativa para a fórmula 'Globo +MMA' segue com chances concretas de sedimentar a popularização do esporte no Brasil. É só não extrapolar.

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