"O meu modo de vestir não tem relação com o desejo dos homens, mas com a minha autonomia", afirmou a presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Melaine Macedo.
Jalene Medeiros, também estudante, disse que pensou em ir para a Marcha das Vadias de Burca, mas como não encontrou a indumentária optou por usar uma máscara. Na mão o cartaz que trazia uma frase de protesto contra o "cafetismo social". "O cafetismo social ainda existe hoje e nós temos que acabar", disse.
Momentos antes de começar a Marcha das Vadias houve uma tensão com a chegada de policiais. Em um prédio comercial próximo ao ponto de concentração da marcha foram feitas pichações. A primeira suspeita foram dos manifestantes. Mas a polícia não constatou o fato e logo seguiu, deixando a Marcha se organizar.
O movimento contou não apenas com a presença de mulheres, mas também de homenns. Alguns, inclusive, optaram por se vestirem de mulher.
Gritos de guerra, músicas, cartazes e uma bateria improvisada com tambores de plástico compuseram os acessórios da Marcha das Vadias.
História da Marcha das Mulheres
O movimento 'SlutWalk', como é chamada a Marcha das Vadias, identifica-se como uma manifestação, autônoma e voluntária, que agrega mulheres jovens que não viveram a construção do feminismo.
O protesto é inspirado em um movimento originado na cidade de Toronto, no Canadá, que busca reverter a cultura que culpa as vítimas por casos de violência sexual e que desencoraja as mulheres a denunciar os crimes. Em todo Brasil a Marcha das Vadias começou ano passado e foi promovida em diversos Estados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário